A Mesquita Omar Ibn Al-Khattab, referência no turismo religioso e cultural no Paraná, resolveu ampliar a vivência de quem realiza o tour no espaço. O local já carregado de cultura e conhecimento, conta agora com uma novidade, a arte em henna. Para valorizar esta pintura corporal ancestral, celebrada há mais de 5.000 anos, nesta sexta-feira, 01 de maio, a partir das 8h30, os visitantes poderão desfrutar desta prática, na Mesquita de Foz do Iguaçu.
História
No Islam, a henna, em árabe al-ḥinnā, tem um significado cultural e religioso profundo. Um adorno permitido (halal) e muitas vezes encorajado para mulheres, além de possuir propriedades medicinais. A henna é vista como um símbolo de alegria, sorte e beleza, especialmente em celebrações.
A avó paterna da artista de henna, Jahnavi Isabel Brites Gonzales, praticante do movimento Hare Krishna, foi quem transmitiu o conhecimento para a neta. Ambas são frequentadoras do templo da Sociedade Hare Krishna (ISKCON), em Ciudad del Este, no Paraguai. Uma arte de tatuar milenar, uma tradição popular no norte da África, Oriente Médio e Sul da Ásia, simbolizando sorte e proteção.
É um dos adornos tradicionais para mulheres muçulmanas e de outras religiões, usado para embelezar as mãos, pés e cabelos. “É utilizada de forma muito especial. Na índia quando as mulheres se casam tem o costume de usar a henna, mas não é usada somente no Hinduísmo. A aplicação de henna é vista como parte recomendada da Sunnah (Tradição Profética) e é uma prática, Halal, ou seja, permitida”. A henna é vista como uma forma de embelezamento natural e uma tradição que também reflete a cultura islâmica, sem ferir os preceitos da fé. “Na sexta-feira, no Dia do Trabalhador, quem estiver na mesquita vai poder escolher o desenho que deseja tatuar. Sejam todos bem-vindos. Henna é uma cultura milenar, uma liberdade de expressão que acolhe todos. É arte”.
Fotos: Arquivo pessoal da artista Jahnavi Isabel Brites Gonzales
